terça-feira, 8 de setembro de 2009


Moro bem a beira do fim do mundo.

Minha casa tem janelas de pedra e vidro que deixam ver a chuva chegar. Meu cão de olhos espertos enxerga longe, correndo entre galhos e sóis.

Moro bem a beira do fim do mundo.

Onde meu flho e meus amigos cantam sobre gatos e telhados. Onde há uma menina e um céu. Magos felizes espalhando acordes honestos e estradas a percorrer.

Moro bem a beira do fim do mundo.

Onde há uma nova esperança, um novo perfume e novos sorrisos. Há saudade e recomeços. Grama para cortar e erros para corrigir.

Moro bem ali. No topo do morro, entre um lago e um grande carvalho. À nós, o sol vem primeiro.

Entre nos está a distância e a força para percorre-la.

Pra nós, todo o amor do mundo.

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