Moro bem a beira do fim do mundo.
Minha casa tem janelas de pedra e vidro que deixam ver a chuva chegar. Meu cão de olhos espertos enxerga longe, correndo entre galhos e sóis.
Moro bem a beira do fim do mundo.
Onde meu flho e meus amigos cantam sobre gatos e telhados. Onde há uma menina e um céu. Magos felizes espalhando acordes honestos e estradas a percorrer.
Moro bem a beira do fim do mundo.
Onde há uma nova esperança, um novo perfume e novos sorrisos. Há saudade e recomeços. Grama para cortar e erros para corrigir.
Moro bem ali. No topo do morro, entre um lago e um grande carvalho. À nós, o sol vem primeiro.
Entre nos está a distância e a força para percorre-la.
Pra nós, todo o amor do mundo.
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