‘E se eu dissesse
que te amo? Quantas voltas seu mundo daria antes que me mandasse partir? Quanto
tempo levaria até que fôssemos levados pela fúria da tempestade em nosso beijo?
E se eu contasse sobre o aperto morno que me sufoca o peito? Sobre o medo de te
ter. Sobre a angústia de te perder. Ensaiei nove formas de te tocar. Tantas
outras de sentir seu perfume. Mas o beijo - aquele que em fúria varre minha alma
sonolenta - deixei sozinho em sua boca.
Não me
arrependo do medo. Pois não é medo. É uma forma de te dar paz, e, lentamente
mergulhar sozinho e nu nesse lago revolto.
E se eu
tivesse dito que te amo? Quantos sonhos mais precisaria ter para suprir a falta
esmagadora de seu abraço?
Ainda estou
realizando o sonho de acordar incontáveis vezes e te encontrar deitada a meu
lado.’
Ela então olhou para a janela.
Ela então olhou para a janela.
Com a carta
em suas mãos mordeu os lábios tentando segurar a vontade de telefonar.
Fechou os olhos com força e começou a ler tudo novamente.
Fechou os olhos com força e começou a ler tudo novamente.
Nenhum comentário:
Postar um comentário