Ele esteve a centimetros de seus olhos. Margeando a pele que fazia seus dedos se fecharem num toque desesperado e mudo. Envolto no perfume de seus cabelos em debandada, respirava para sempre. Queria chegar mais perto. Tocar de leve seus braços, e sem dizer palavra, tomar para si o beijo que teimava em não nascer.
O sangue em suas veias vibrava como um galho frágil combatendo o vento. Gelava tudo o que tocava, fazia pensar de novo em sua pele. Que transpirava o desejo de que fosse tocada.
Mas não houve tempo para que a verdade chegasse aos olhos.
Não deveria, ele sabia.
Mas queria desde o primeiro instante. Olhou para o proprio ombro, onde havia pousado um inseto irritante. Olhou de novo em sua direção.
Ela se virou.
Levou consigo o perfume e a pele. Os cabelos e seu sorriso.
Sua boca, e mil promessas de um sonho de olhos fechados.
quinta-feira, 30 de agosto de 2012
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário